Às vezes, o jeito mais rápido de melhorar não é fazer mais — é finalmente abandonar o que está te segurando.
Descubra 6 erros-chave que estão travando seu progresso na fala em inglês, como evitar a prática, depender demais da tradução e deixar o medo te calar. Este guia vira o jogo ao mostrar o que NÃO fazer, com insights práticos e dicas de professora para alunos B2+ saírem do platô mais rápido. Veja o que NÃO fazer para melhorar seu speaking.

Sempre que converso com alunos e professores, existe um ponto em comum: todos querem melhorar o speaking. Falar parece difícil quando o aluno evita praticar, depende demais da tradução e deixa o medo ou a insegurança impedirem que ele se arrisque. Fala-se muito sobre o que fazer, mas, por maior que seja essa lista, você já parou para pensar sobre o que NÃO fazer?
E se o motivo de você não estar evoluindo como gostaria não for a falta de bons hábitos, mas sim os hábitos ruins que você acumulou ao longo do caminho e ainda não corrigiu? Continue lendo e veja se você está cometendo algum desses “pecados capitais” que podem estar te travando sem que você perceba.
Principais insights sobre o que NÃO fazer no speaking
1. Não evite praticar a fala
É natural evitar aquilo que não nos deixa confiantes ou confortáveis. Por isso, muitas pessoas ficam mais retraídas, hesitantes ou falam pouco quando precisam usar o inglês.
Navios que nunca saem do porto nunca descobrem até onde podem chegar.

Acredite, eu já passei por isso. Quando era adolescente, sempre dizia que não tinha feito nada no fim de semana, só para não me expor. Até que chegou um momento em que eu precisei encarar isso, porque sabia que nunca falaria com fluência se continuasse evitando.
Quanto mais você evita falar inglês, mais você sabota o seu próprio progresso.
Não existe mágica. Você sabe, falar só melhora falando. É inevitável, se você realmente quer progredir. Aproveite todas as oportunidades: em aula, online, no trabalho, em viagens. Não espere se sentir “pronto”. Esse momento pode nunca chegar.
Lembre-se: cada tentativa conta. Quanto mais você fala, menos assustador fica.
2. Não dependa da tradução
A tradução é uma ferramenta útil, sem dúvida. Mas muitos iniciantes e intermediários usam em excesso e acabam criando dependência. É rápido, é fácil, até mesmo para alunos avançados que se sentem mais seguros ao saber o significado na língua materna.
Dicionários bilíngues ajudam, mas chega um momento em que migrar para um dicionário monolíngue traz muito mais ganhos; você aprende mais significados, nuances e diferenças sutis, conseguindo se expressar com mais precisão. E essa transição é bem mais simples do que parece.
Os dicionários para estudantes são acessíveis e escritos com palavras frequentes (como Oxford 3000 e Oxford 5000), o que facilita a compreensão e ainda desenvolve seu inglês por meio da leitura.
Quando você para de traduzir o tempo todo, seu cérebro começa a pensar em inglês. E é aí que o speaking começa a fluir de forma mais natural.
Lembre-se: quebre o hábito da tradução e avance para um dicionário monolíngue.
3. Não fique preso a uma única rotina
Muita gente faz sempre as mesmas coisas. Repete, repete e repete. Ter rotina é bom, mas quando tudo fica confortável demais, é hora de variar.
Mude os temas que você pratica. Use podcasts, filmes e notícias. Isso não só te expõe a diferentes tipos de inglês, como também amplia os assuntos sobre os quais você consegue falar.
Ao variar, você gera resultados diferentes. Encontre o que funciona melhor para você e aprenda a aproveitar o processo. Quanto mais contato com inglês autêntico e variado, mais rápido você internaliza a língua e avança.
Lembre-se: varie, crie novos hábitos e deixe o inglês real guiar você.
4. Não foque toda a sua atenção em gramática e listas de vocabulário
Se você não comete erros, nunca vai aprender. Sim, eu sei que é clichê, mas é a pura verdade. Além disso, falantes nativos também erram, então por que você não poderia errar? Os erros fazem parte do processo — outro clichê. Mas, se você não erra, nunca vai alcançar a fluência que deseja. Vai ficar preso para sempre na armadilha do perfeccionismo.
A fluência se desenvolve com prática e erros. Quanto mais você fala e aprende com esses erros, mais sua precisão melhora, junto com sua capacidade de usar estruturas mais complexas.
Focar apenas em gramática pode até aumentar seu conhecimento, mas também pode te travar na hora de falar. Você pensa demais e acaba não dizendo nada.
Hoje sabemos que o ideal é aprender vocabulário em contexto. Listas isoladas já não são a melhor estratégia. O cérebro aprende melhor quando há conexão. Aprenda colocações (palavras que costumam aparecer juntas, como make a decision), use no seu dia a dia e conecte com experiências pessoais. Depois, expanda esse contexto.
Lembre-se: cada erro te aproxima de uma fala mais natural e confiante.
5. Não espere que o professor ou o curso façam o trabalho por você
Você pode ter o melhor curso e o melhor professor. Ainda assim, isso não garante fluência. Existe um motivo simples: sem esforço seu, nada funciona.
Só você pode aprender. C’est la vie!

Um bom material te direciona. Um professor experiente te orienta. Mas e você? Só ir à aula não é suficiente, acredite. Você vai travar e sofrer para retomar o ritmo. Então, qual é a sua opinião sobre esse processo?
Aqui entra a autonomia do aluno. A autonomia do aluno é simplesmente assumir a responsabilidade pelo seu próprio aprendizado. Você define as metas. Você escolhe como praticar. Você reflete sobre o que está funcionando. E o seu professor? Ele pode abrir a porta para a fluência, mas é você quem precisa atravessá-la.
Sinceramente, os alunos que evoluem mais rápido não são necessariamente os que têm os melhores professores; são os que tratam o professor como um guia e a si mesmos como a força que move o processo. Eles não esperam que alguém diga o que fazer em seguida. Eles se perguntam: “O que eu fiz hoje para chegar mais perto do meu objetivo?” E respondem a essa pergunta todos os dias. Essa responsabilidade é tudo. Então, pergunte a si mesmo agora: O que você fez hoje?
Lembre-se: seu progresso está nas suas mãos, e assumir essa responsabilidade vai te permitir avançar mais rápido e com mais confiança.
6. Não deixe o medo e a insegurança te calarem
Quem nunca duvidou da própria capacidade? Quem nunca sentiu um frio na barriga ao falar inglês? Você é um ser humano normal. Relaxe! Meu conselho é um ditado famoso em inglês:
Fake it till you make it.

Apesar do medo ou da insegurança, faça mesmo assim. Quanto mais você faz, melhor você fica. Na maioria das vezes, suas crenças limitantes fazem mais mal do que bem. Sempre que você se pegar dizendo: “Não sou bom em falar inglês”, interrompa esse pensamento acrescentando “do jeito que eu quero… ainda” (o poder do “ainda”).
A forma como você se vê importa. Pensamentos fixos criam barreiras que impedem você de praticar, se arriscar e evoluir.
Não seja seu maior crítico. Não se compare com os outros; eles podem ter começado antes de você. E não peça desculpas o tempo todo pelo seu inglês. Diga que você está aprendendo e fazendo o seu melhor.
A confiança só cresce quando você fala apesar do medo. Arrisque-se, mas com riscos calculados, crescendo de forma constante, passo a passo, para evitar “fracassos” demais que abalem sua confiança.
Lembre-se: desenvolva sua mentalidade de crescimento. Cada tentativa corajosa desenvolve sua fluência e atenua seus medos.
Você está cometendo esses 6 “pecados” no speaking?
Checklist dos seus hábitos de fala
Análise Concluída
Este quiz aborda as mudanças de mentalidade necessárias para sair de um “modo estudante” e se tornar um “falante fluente”.
Lembre-se: cada tentativa corajosa te aproxima do seu objetivo. Boa sorte!
Qual foi sua pontuação? Seja você um “Capitão Autônomo” ou um “Viajante que não sai do porto”, a jornada continua.
Use este conteúdo para gerar uma discussão em aula. Talvez começando pelo que fazer, já que é o mais comum. Depois, passe para o que não fazer, pois é bem menos abordado.
Outra forma seria dividir o texto em partes e pedir para os alunos identificarem os principais aprendizados (as frases de “lembre-se”) ou associarem as que eu forneci com a parte correspondente do texto.
Também vale tentar uma “Sessão de Confissão” em que os alunos classificam esses 6 “pecados” do “mais frequente” ao “menos frequente” na própria realidade. Isso gera uma conversa imediata e autêntica — exatamente o que queremos estimular aqui!
Participe nos comentários: qual desses 6 erros é o seu maior desafio?
