KFL KFL Idiomas Logo final
Onde você aprende mais do que inglês

Falar é fácil; fazer na prática já é outra história.

Como professores, a gente costuma orientar nossos alunos sobre como aprender melhor. Mas quando os papéis se invertem, quando somos nós os aprendizes, será que realmente conseguimos fazer o que precisa ser feito? Este texto é um convite para você parar e refletir.

English teacher walking the talk by studying advanced English and reflecting on their own language learning process.

Quando os níveis de inglês ficam reais: básico, intermediário e avançado

Vamos ser sinceros: alunos iniciantes lidam com vocabulário mais concreto; por isso, as palavras são “mais simples” de usar e lembrar. No nível intermediário, começamos a lidar com uma variedade maior de linguagem. Já o avançado é onde o negócio realmente aperta,e dominar esse nível, especialmente se queremos ensinar bem, não é brincadeira. Precisamos fazer o que for necessário para chegar lá e realmente praticar o que ensinamos..

Caso contrário, corremos o risco de dar orientações sem a visão ou a empatia que vêm de ter passado pelo mesmo caminho.

Se colocar no lugar do aluno não é fácil

Se colocar no lugar do aluno é desafiador por vários motivos que enfrentamos ao longo do processo de aprendizagem. Consistência, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e mentalidade são apenas alguns dos pontos com que podemos lutar na hora de estudar. Além disso, inevitavelmente lidamos com nossas próprias emoções e crenças, que podem ter um papel decisivo no nosso desenvolvimento e impactar diretamente nosso desempenho.

Mas eu não posso simplesmente te dizer isso na teoria, eu precisei provar isso para mim mesma.

Minha preparação para o C2: quando a teoria encontrou a prática

Quando eu estava me preparando para o C2 Proficiency, não só precisei me imergir no inglês diariamente, como também precisei conciliar jornadas de trabalho de 10 horas por dia e ainda encontrar tempo e energia para sentar e estudar. Se eu não tivesse feito isso, meu objetivo de passar na prova teria rapidamente virado algo distante.

Essa luta é apenas um dos desafios que nossos alunos enfrentam, mesmo quando incentivamos com um “tente só 10 minutos por dia”, uma realidade que também aparece em pesquisas sobre aprendizagem autodirigida de professores e formação de hábitos.

But have você Mas você já tentou fazer isso de verdade?

Disciplina acima da motivação (sempre)

Foi a disciplina, não a motivação, que me fez continuar. Claro, houve dias em que eu falhei, às vezes por bons motivos, às vezes simplesmente porque estava esgotada. Mas mesmo quando eu estava cansada demais para revisar gramática ou estudar vocabulário novo, eu ainda fazia alguma coisa em inglês e tentava transformar isso em deep work, não só exposição no piloto automático: ler com foco, assistir a um filme anotando expressões ou escrever no meu diário.

Essas ações deixaram de ser apenas rotinas e se tornaram hábitos, e esses hábitos fazem parte da minha vida até hoje.

Dizer o que as pessoas devem fazer é fácil. Fazer você mesma é o que realmente te dá a experiência de tentar, às vezes falhar, mas ainda assim continuar avançando em direção ao seu objetivo.

A habilidade subestimada: gravar a si mesmo

Outra atividade simples que a gente tende a ignorar é se gravar e analisar o próprio desempenho. Foi aí que eu finalmente enxerguei meu progresso. Somos nossos críticos mais duros, sem dúvida. Mas nos observar é uma das melhores formas de desenvolver consciência e criar novas oportunidades de melhoria.

Antes de dizer ao aluno “é só fazer”...

Talvez a gente devesse se perguntar com honestidade se será também fizemos isso recentemente.
Será que enfrentamos a mesma resistência?
O mesmo cansaço?
O mesmo medo de não ser bom o suficiente?

Praticar o que ensinamos não significa ser perfeito, significa estar envolvido no processo, assim como nossos alunos estão ou pelo menos tentando estar.

Reconecte-se com o aprendiz dentro de você

Experimente: grave a si mesmo, escreva algo e reflita sobre suas próprias crenças em relação à aprendizagem. Não para provar nada a ninguém, mas para se manter conectado com o aprendiz que existe em você.

Antes da sua próxima aula, quando um aluno disser que está com dificuldade para evoluir, você vai lembrar da sua própria gravação, do seu texto imperfeito, das suas dúvidas e isso vai mudar a forma como você ensina.

Porque, quanto mais praticamos o que ensinamos, mais autênticos, acolhedores e eficazes nos tornamos. E esse é o tipo de professor com quem a maioria de nós gostaria de aprender e, com sorte, o tipo de professor que nossos alunos já enxergam em nós.

Olá, tudo bem?
Seja bem-vindo(a) ao The B2 and Beyond

Inscreva-se para receber nossas matérias na sua caixa de emails toda semana

Não enviamos spam! Leia nossa politica de privacidade para mais informações

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fale comigo pelo WhatsApp